Coordenador : Rosa Malena de Araújo Carvalho
Ano: 2017
Publico Alvo : Professores e graduandos em Educação Física; gestores das redes públicas de ensino e de movimentos sociais relacionados à EJA (mesmo que de outras formações).
Local de atuação: GEF
Resumo
O acesso e permanência à escola, para todos, ainda não se consolidou no Brasil. Nesse movimento, elementos curriculares - como a educação física - têm sido negados ou com oferecimento restrito. O que vai de encontro à concepção ampla de currículo (com todos os elementos curriculares, com o maior número possível de seus conteúdos, em diálogo com as outras áreas do conhecimento) e; a inclusão dos alunos e alunas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como parte do direito pleno à escolarização. Muitos assinalam os sujeitos da EJA, como àqueles que não deveriam estar ali; ocupam os espaços que são exclusividade das crianças; são os que nunca quiseram estudar etc. etc. Naturalizando as condições sociais e negando a formação, no Brasil, de uma população filha de escravos de ontem. Destacar isso é reconhecer que esses jovens e adultos têm direito aos estudos e que, ao exercê-lo, acompanhado de deveres que o estudar carrega, suspende as previsibilidades que determinam seu futuro. Ideia que requer reforços na formação docente (para essa Modalidade) e, ao mesmo tempo, pode causar diferentes impactos sociais: pela história da EJA reconhecer uma dívida social com parte da população (expressas nas próprias Diretrizes (BRASIL, 2000); por identificar que o tempo e o lugar para estudar também é formação humana; por poder quebrar a previsibilidade que coloca muitos jovens em situações de riscos). A educação física escolar pode contribuir nesse direito à escolarização. O que requer diálogo com os diferentes sujeitos e saberes que fazem a educação acontecer.