Coordenador : Alynne da Silva Barbosa
Ano: 2018
Publico Alvo : O público alvo será principalmente os animais cativos do Zoológico do Rio de Janeiro, também de forma indireta a sociedade já que o Zoológico exerce diferentes funções para a mesma com a conservação ex situ de espécies ameaçadas de extinção, pesquisa, lazer e educação ambiental. Além de alunos de graduação e pós graduação que irão treinar e se capacitar com as técnicas laboratoriais parasitológicas.
Local de atuação: MIP
Resumo
Parasitos gastrintestinais podem determinar diarreia, disenteria ou até o óbito em animais em cativeiro, podendo ficar mais suscetíveis às infecções parasitárias devido ao confinamento e estresse. Sabe-se que muitos desses animais silvestres podem albergar parasitos zoonóticos, sendo considerados reservatórios, como o protozoário Balantidium coli que tem sido detectado em amostras fecais de primatas não humanos, suídeos e aves ratitas como avestruz e emas. Para ampliar as informações sobre esses agentes etiológicos em animais em cativeiro no Brasil, as parasitoses gastrintestinais em animais cativos do Zoológico do Rio de Janeiro serão estudadas por meio de ferramentas morfológicas e biológicas. No ano de 2017 foram coletadas fezes de animais da Ordens Artiodactyla, Carnivora e Primatas. No ano de 2018 o projeto continuará abrangendo outras espécies de animais. Dessa forma, serão coletadas amostras fecais de animais das Ordens Perissilodactyla, Proboscidea e Struthioniformes. As amostras fecais serão coletadas do assoalho dos recintos dos animais pelos próprios tratadores do zoológico. As fezes serão processadas pelo exame direto e também pelas técnicas coproparasitológicas de Faust et al., Sheather modificada, Lutz e Ritchie modificada e pela coloração com safranina. Para aumentar a eficiência do diagnóstico as amostras fecais também serão submetidas a ensaio imunoenzimático para pesquisa de antígenos de protozoários. Ao final de cada exame copropasitológico, os resultados serão encaminhados aos profissionais do Zoológico, afim fomentar as informações sobre a frequência de parasitos. Assim os veterinários poderão com bases sólidas direcionar os tratamentos para os animais e as medidas profiláticas para controle das parasitoses.