Coordenador : Mara Edilara Batista de Oliveira
Ano: 2018
Publico Alvo : Comunidades Tradicionais camponesas que vivem algum tipo de conflito seja aquele referente à luta pela terra, pela educação,pelo trabalho, ou aquele referente ao apagamento de saberes milenares que vêm sendo engolido pelo modelo de desenvolvimento da sociedade capitalista atual, e que vêem na cartografia social uma forma de resistência, de autonomia e de domínio e conhecimento dos seus territórios.
Local de atuação: DGP
Resumo
A nossa primeira proposta de cartografia social nas comunidades caiçaras de Paraty surgiu de dentro da construção curricular diferenciada na implantação do Fundamental II em escolas da zona costeira desse município , mais especificamente quando o projeto pedagógico intitulado Guia Turístico se desenhava como uma proposta de iniciar a discussão de um turismo de base comunitária dentro dessas comunidades. A partir desse momento começou-se a pensar que para se construir um bom guia turístico produzido pela comunidade, um dos pontos importantes seria o mapa que o acompanharia. Sabíamos que esse mapa não podia ser um mapa qualquer, mas sim aquele que representasse seus saberes, sua cultura, suas formas de vida, e que mais do que nada fosse elaborado pelas pessoas que realmente conhecem e se preocupa com aquelas comunidades, ou seja, eles mesmos. Mais do que isso queremos aproveitar o importante espaço de aprendizagem que se viu aflorar a partir das oficinas de cartografias sociais, tanto em sala de aula como fora dela e para toda a comunidade. Dessa forma, daremos continuidade a esse projeto ampliando nossas ações de extensão para outras comunidades tradicionais, abrangendo um número maior de demandas, entretanto, apostando, frente aos resultados apresentados no ano passado, em um recorte metodológico nas oficinas de cartografias sociais, entendendo-as como espaços educativos importantes para pensar o uso da terra e do território tradicionalmente ocupado.