Coordenador : SÔnia Maria Dantas Berger
Ano: 2018
Publico Alvo : Crianças e adolescentes em situação de rua e em acolhimento institucional; educadores e profissionais que lidam com as crianças nos centros de atendimento/acolhimento ; alunos de graduação da UFF nos cursos de Medicina, Psicologia, Educação e Serviço Social e da pós-graduação em Saúde Coletiva; professores e técnicos do Instituto de Saúde Coletiva , da Faculdade de Educação e da PROEX/Escola de Extensão da UFF ; moradores do entorno das praças e abrigos; pais, gestores e/ou educadores das escolas municipais de Niterói incluídas no Programa Saúde na Escola e/ou que participam do convênio UFF/ SEMECT; operadores do direito e representantes dos movimentos sociais e ongs que atuam na área da infância e juventude em Niterói
Local de atuação: MPS
Resumo
Embora as últimas décadas tenham sido de conquistas para a garantia de direitos de crianças e adolescentes, principalmente no âmbito da regulação, o fato é que o efeito da lei por si só, não é suficiente, nem se converte diretamente em políticas de atendimento ou no fortalecimento da rede de proteção social. Sendo assim, pelo entendimento que entre a afirmação da defesa da garantia de direitos, os marcos legais e as ofertas de serviços voltados ao cuidado e a proteção de crianças e adolescentes estão situados profissionais de diferentes áreas de formação nasce a presente proposta. Do encontro entre docentes, discentes e profissionais das políticas de saúde, educação e assistência social, envolvendo ainda instituições não governamentais partícipes do Fórum Municipal de Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes de Niterói, passa a existir a necessidade de intervenções nos territórios para a produção de novos diálogos com essas crianças e adolescentes e de práticas menos excludentes, apostando-se na rua como espaço do cuidado. Entre outros objetivos buscar-se-á desenvolver atividades de sensibilização, por meio de oficinas e outras atividades lúdico-participativas em praças, abrigos, entre outros locais frequentados pelas crianças, ações permanentes que colaborem para a construção de vínculos positivos entre as mesmas e seus cuidadores/educadores, quer seja nas instituições que frequentam, quer seja nos demais espaços públicos em que se encontrem. Por fim, almeja-se qualificar o debate sobre crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, entre a universidade, as redes socioassistencial, de saúde, educação e a sociedade em geral.