Coordenador : Paula Land Curi
Ano: 2018
Publico Alvo : Dada a abrangência do projeto temos como público alvo: 1. Alunos do curso de Psicologia/UFF, assim como das instituições parceiras integrantes do projeto, visto que este tem também um caráter formativo. 2. Interessadxs em discutir a temática da violência, em especial, contra a mulher, oriundos das instituições parceiras e da sociedade em geral. 3. Mulheres que tenham sido expostas a situação de violência e que necessitam de orientação e/ou atendimento psicológico. 4. Mulheres que são usuárias e/ou servidoras os dispositivos públicos de saúde, assistência (SUS), assim como os dispositivos da educação. 5. Interessadxs em discutir temas relevantes à transformação social - comunidade em geral.
Local de atuação: GSI
Resumo
O projeto extensionista intitulado Por que também temos que falar de violência? parte da necessidade de refletir sobre as diversas violências, especialmente, sobre as quais as mulheres estão submetidas. Assim, objetiva desenvolver ações centradas na temática da violência, especialmente contra a mulher, a partir de uma perspectiva de gênero. Sabemos que o sistema perpetua eficazmente determinadas formas de dominação, de opressão e de violência inscritas na ordem da cultura e, por isso, estas se apresentam naturalizadas. Contudo, tratar este tema é mostrar a sua relevância, visto que violências estão intimamente ligadas às questões de gênero, aos direitos humanos individuais e coletivos, além de ser um problema de saúde pública, tendo em vista os agravos delas decorrentes. Por isso, o projeto aposta em ações diversas, que visam intervir na nossa realidade social, quer criando ações no território, convocando outros parceiros para refletir sobre tal problemática, quer assistindo mulheres que foram/são expostas à situação de violência e se encontram em estado de vulnerabilidade, por meio de prestação de serviço à comunidade. Fundamenta-se numa proposta tripartite, visto que tem uma vertente voltada para a prevenção e enfrentamento da violência, através de ações no território voltadas à orientação/sensibilização; uma outra voltada aos cuidados/assistência às mulheres em situação de violência - atendimento psicológico; e, uma terceira, não menos importante, voltada à formação profissional, através da inserção da temática violência e gênero nas atividades acadêmicas. De caráter interdisciplinar, apostando na complexidade das temáticas centrais - violência e gênero-, garante a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.