Coordenador : Stephan Malta Oliveira
Ano: 2018
Publico Alvo : 7 pacientes - crianças com até 10 anos de idade, que apresentam dificuldades na comunicação e interação social
Local de atuação: MMI
Resumo
O presente projeto busca articular assistência, ensino, pesquisa e extensão dentro da Universidade Federal Fluminense, segundo as diretrizes preconizadas pela Política Nacional de Extensão Universitária. Ele compreende uma Oficina de Música como prática de assistência, ensino e extensão, que tem como principais objetivos a promoção do bem-estar, melhoria da qualidade de vida, desenvolvimento da consciência corporal/perceptual, facilitação da comunicação e socialização das crianças - sem buscar enquadrar a um padrão médio normativo - e combater o ideal normalizador e as práticas preconceituosas. A oficina é voltada para crianças com até 10 anos de idade, que apresentam dificuldades na interação social e na comunicação. Os referenciais adotados são a musicoterapia de improvisação segundo uma perspectiva desenvolvimentista e o campo das ciências sociais, mais especificamente, a etnomusicologia, o modelo social da deficiência e o paradigma da neurodiversidade. Enfatiza-se também a dimensão corporal da experiência, tomando emprestada a noção de corpo próprio em Merleau-Ponty. A periodicidade da Oficina é semanal e o número máximo de participantes é de 7 crianças. As avaliações são feitas a partir dos relatos dos responsáveis e dos próprios técnicos, sendo estes registrados em um Diário de Campo. A ideia de cantos plurais diz respeito à valorização das múltiplas formas de existência, sem valorizar algumas em detrimento às demais, como o faz o ideal normalizador, vigente na sociedade contemporânea, permeando o senso comum e as práticas médico-psiquiátricas, reforçando preconceitos e violências contra as pessoas com deficiência. Busca-se ainda a valorização da diferença e diversidade humana.