Coordenador : André Antunes Martins
Ano: 2019
Publico Alvo : Profissionais da educação básica (professores, gestores escolares, pedagogos, supervisores, orientadores, coordenadores educacionais, técnico-administrativos, merendeiras etc.), representantes do Conselho Escola-Comunidade (CEC), pais com filhos regularmente matriculados na rede e representantes de entidades comunitárias.
Local de atuação: SSE
Resumo
As concepções contemporâneas hegemônicas de organização do trabalho pedagógico e de gestão da educação, dentro e fora da escola, pública e privada, estão traduzidas em políticas educacionais privatizantes, produtivistas, meritocráticas e alienantes, próprias do paradigma econômico predatório que rege a sociabilidade capitalista. Embora se apresentem travestidas de adjetivos forjados no âmbito dos movimentos sociais classistas da década de 80, em nosso país, tais como gestão democrática, descentralização, formação de consciência crítica e autonomia, seu conteúdo em nada coincide com as reivindicações daqueles movimentos. O compromisso é contribuir com a promoção e o fortalecimento de saberes, práticas e sociabilidades que organizem o trabalho na escola em defesa da educação pública, gratuita e laica, que possam compor teias de resistências para superação do paradigma econômico de sociabilidade vigente, da crise social e da educação, que favorecem a emergência e potencializem experiências ético-políticas de educação e de formação humana. Esta proposta desdobra-se em diferentes ações interligadas, em torno da organização do trabalho na escola, como atividades de formação continuada: por meio do compartilhamento de experiências locais, regionais, nacionais e internacionais com a comunidade escolar/educacional; do debate das políticas públicas; e do estudo e problematização dos textos da literatura corrente. Tomamos a roda de conversa transversal como uma abordagem privilegiada em nossas incursões, articulando, constantemente, os elementos potentes das resistências cotidianas com as reflexões conceituais. Portanto, no âmbito da extensão universitária, uma atuação direta com interlocutores da comunidade escolar, constituindo teias de resistências significantes para os envolvidos no processo de produção pedagógica.