Coordenador : Fabia Monica Souza dos Santos
Ano: 2019
Publico Alvo : O público-alvo deste projeto de extensão é formado pelos alunos de graduação do Campus Universitário de Rio das Ostras (CURO UFF). O CURO é composto por dois Institutos (IHS - Instituto de Humanidades e Saúde; e ICT - Instituto de Ciência e Tecnologia), contando com os seguintes cursos de graduação: Psicologia, Enfermagem, Produção Cultural, Serviço Social, Engenharia de Produção e Ciência da Computação. O CURO possui mais de 2000 alunos ativos, além dos demais integrantes da comunidade acadêmica (docentes, técnicos e demais prestadores de serviço), agregando necessidades específicas às demandas locais. Embora o público-alvo preferencial do nosso projeto de extensão seja formado pelo corpo discente, compreendemos que os demais integrantes da comunidade acadêmica também perfazem o público-alvo (secundário) deste projeto de extensão (docentes, técnicos e demais prestadores de serviço), na medida em que o ambiente universitário precisa ser compreendido de forma integrada. A construção deste projeto de extensão (Rede Coletivo TRAMPO) em sua versão 2019 surge como ampliação da proposta desenvolvida em 2018, alimentando-se das demandas identificadas na experiência de coleta de dados da pesquisa com a utilização do QVA-r (Questionário de Vivências Acadêmicas) com os seis cursos de graduação do CURO. Assim, nossa proposta pretende a construção e oferta de uma rede de suporte e atividades direcionadas ao corpo discente dos seis cursos de graduação deste campus universitário. Desta forma, o público-alvo é formado a partir das demandas estudantis e suas diferentes características, gerando o desenvolvimento de novos temas de pesquisa e extensão que perpassam as Vivências Acadêmicas por parte da comunidade acadêmica.
Local de atuação: RPS
Resumo
A entrada na universidade é cercada pelos mais diferentes afetos e expectativas. Muitas vezes implica em um processo de emancipação e ganho de autonomia ainda não experimentado, em especial no caso dos alunos mais jovens, o que exige dos ingressantes um amplo repertório de transformações e adaptações. Nesse cenário, para além do processo de ingresso e reconhecimento, as altas demandas ao longo dos anos de formação acadêmica/profissional tornam frequentes os casos de estresse, adoecimento e evasão escolar. Muitas vezes se revelam questionamentos sobre a própria escolha vocacional e a tensão inerente ao futuro profissional tão almejado. Os efeitos individuais e coletivos destes processos se tornam ainda mais impactantes quando analisamos a realidade de um campus universitário de interior, como é o caso da UFF de Rio das Ostras, em que a maioria dos discentes não é originalmente da cidade, de forma que o ingresso no ensino superior representa uma transformação muito radical na rotina e no suporte social/familiar desses novos universitários. Da oportunidade de formação profissional ao enfrentamento cotidiano das novas exigências sociais, culturais e afetivas às quais toda a comunidade acadêmica está exposta, torna-se cada vez mais urgente a construção de redes de apoio para toda a comunidade acadêmica visando favorecer o processo de adaptação à cena universitária como fator de saúde e criação de laços, e não como agente estressor / de adoecimento. Assim, nosso projeto vem desenvolvendo ações que objetivam ampliar as estratégias de acolhimento estudantil a partir das vivências acadêmicas em nosso campus universitário.