Coordenador : Andreza Aparecida Franco Câmara
Ano: 2019
Publico Alvo : Estima-se que cerca de 30 pessoas diretamente beneficiadas pelo projeto através das atividades e ações impulsionadoras das temáticas de gênero, associativismo e agroecológica e outras 200 (duzentas) pessoas vinculadas ou próximas às famílias de produtores rurais e/ou habitantes dos territórios trabalhados neste Projeto, que se beneficiarão do ambiente de trocas, aprendizado e práticas desenvolvidas no espaço de beneficiamento de alimentos e redes sociotécnicas voltadas à agricultura familiar agroecológica de São João da Barra e Campos dos Goytacazes.
Local de atuação: MDI
Resumo
A proposta parte da hipótese de que as maiores ou menores possibilidades de geração de novos direitos em uma sociedade relaciona-se à existência ou não de um Estado democrático de direito que permita a sociedade civil se expressar com liberdade de voz, manifestar seus conflitos sociais e equacionar demandas materiais e simbólicas, através de ações coletivas e movimentos sociais, grupos de pressão institucional e/ou representantes na própria esfera estatal. Para tanto, objetiva-se executar um conjunto de ações que visem fortalecer e ampliar o coletivo de mulheres criado em São João da Barra, no norte fluminense, dedicado à produção de uma agricultura familiar e de bases agroecológica, que vem demandando um resgate da categoria política, entendida como o processo de construção da cidadania, parte integrante da vida democrática, frente ao modelo praticado pelos governos locais. O projeto de extensão visa ampliar o caráter intrínseco do papel que os movimentos sociais apresenta nos processos horizontais de aprendizagem, seu protagonismo social relativo a temas como gênero, desenvolvimento equitativo e sustentável, associativismo, economia solidária e agroecologia; além das bandeiras tradicionalmente empenhadas ao longo de seu processo de criação e consolidação. Assim, o campo de atuação da ação extensionista considerará o protagonismo e a participação das mulheres na criação de uma associação de bases familiares, que objetiva a manutenção e a resistência de uma produção agroecológica nas franjas do Parque Lagoa Açu, uma unidade de conservação criada pelo Estado do Rio de Janeiro e a operação de atividades portuárias do Porto do Açu.