Coordenador : Luis Antonio dos Santos Diego
Ano: 2019
Publico Alvo : Buscando contruir estimativa a nível nacional - isto pois a estratégia escolhida proporciona alcance desta natureza - encontra-se no DATASUS [tabnet.datasus.gov.br] dados que podem servir de alicerce à construção de cálculo razoável: o relatório “PROCEDIMENTOS HOSPITALARES DO SUS”, referente ao ano de 2017, aponta o número de aproximadamente 12 milhões de Autorizações de Internação Hospitalar (AIH) emitidas no período. A partir daí, inferindo-se uma equipe média de 3 profissionais envolvidos em cada internação, obtêm-se a soma de 48 milhões - incluindo, portanto, os pacientes - como público em potencial. Há de se reconhecer que trata-se de estimativa grosseira: subestima a quantidade de pacientes e profissionais ao negligenciar procedimentos não reportados pelo DATASUS (portanto, aqueles relacionados à rede privada) ou ainda aqueles processos não inseridos no fluxo de uma internação; ao passo que superestima ao não considerar, por exemplo, que para muitas destas AIHs os profissionais de assistência são os mesmos, portanto, são contabilizados mais de uma vez. Dito isto, ainda é estimativa com precisão razoável para a finalidade de demonstrar a dimensão do problema que almejamos ajudar a solucionar e, à vista disso, o potencial benefício advindo daquilo que propõe este projeto de extensão. Portanto, o público alvo direto e principal beneficiado do projeto são todos os pacientes de serviço de assistência à saúde, com o propósito de que, ao tomar posse dos conceitos apresentados – exposto de forma menos formal e mais ilustrativa - coadjuvem na tarefa de incentivo e fomento à adesão, por parte dos profissionais e instituições prestadoras de serviço, às instruções que envolvem o conceito de Segurança do Paciente. E, paralelamente, há a abordagem aos profissionais da saúde: desta vez em forma técnica – com instruções, referências, análises e reportes sobre como e os porquês de se aderir aos conceitos, normas e à cultura de Segurança do Paciente.
Local de atuação: MCG
Resumo
Em 2005 a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Universidade Harvard desenvolveram o programa World Alliance for Patients Safety e como segunda ação o Safe Surgery Saves Lives, na qual a principal ferramenta foi a elaboração e implantação mundial de uma lista de verificação de segurança cirúrgica (surgical checklist). Em 2009, o New England Journal of Medicine divulgou os resultados de um ensaio multicêntrico internacional no qual a checklist pôde ter sua efetividade verificada, confirmando-se a redução dos desfechos desfavoráveis resultantes de eventos adversos evitáveis. O impacto deste resultado fica explícito quando sabe-se que anualmente são realizadas cerca de 250 milhões de cirurgias no mundo (OMS). Destas, 7 milhões se desdobram em algum tipo de complicação pós-cirúrgica e aproximadamente um milhão culminam com a morte do paciente durante ou após a cirurgia. A OMS afirma que pelo menos metade dessas complicações e mortes poderia ser evitada se medidas básicas de segurança fossem seguidas. A checklist de segurança cirúrgica, assim como de outras práticas validadas de segurança do paciente, apesar de já serem bem difundidas nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) do Brasil, ainda não têm a adesão necessária, seja por falta de conhecimento técnico das instruções e normativas, seja por implementação dos processos de segurança. Outra importante causa é a baixa cultura da segurança nos EAS e desconhecimento dos próprios usuários dos sistemas de saúde. O objetivo primário do projeto é o uso da tecnologia para a elaboração de um canal de difusão da cultura da segurança.