Coordenador : Virginia Dresch
Ano: 2020
Publico Alvo : Pacientes com câncer de mama do Ambulatório de Oncologia e Hematologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (UNACON- Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia).
Local de atuação: GSI
Resumo
Esta ação de extensão pretende trabalhar a importância do autocuidado com as mulheres em tratamento do câncer de mama no Ambulatório de Oncologia e Hematologia do Hospital Universitário Antônio Pedro (UNACON- Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia), através de rodas de conversa acerca do tema. O câncer é uma doença mundialmente conhecida há longa data, apresentando-se como enfermidade de importante impacto biológico, psíquico e social. O câncer de mama é o segundo mais incidente em mulheres brasileiras e vem sendo objeto de políticas públicas específicas que contribuíram para elevar a taxa de sobrevida. No entanto, paradoxalmente, apesar de ser o tipo de câncer mais curável, quando diagnosticado precocemente, é o câncer que, atualmente, mais mata mulheres, sobretudo nos países subdesenvolvidos (Moller et al, 2016). Trata-se, atualmente, da causa mais frequente de morte por câncer em mulheres, representando 25% do total de casos de câncer no mundo (World Health Organization, WHO, 2012) e 28,1% dos casos de câncer no Brasil (Ministério da Saúde, 2017). Dentre as condições que favorecem essa situação paradoxal, como dificuldades de acesso a diagnóstico e tratamentos e o suporte social por parte do Estado, destaca-se a necessidade de problematizar o impacto da função cuidadora das mulheres, coluna estrutural do papel de gênero feminino, no autocuidado em saúde. O gênero exerce um forte efeito na determinação do status da saúde: pode limitar diferentes taxas de exposição a certos riscos, diferentes padrões na busca por tratamento ou impactos diferenciais dos determinantes sociais e econômicos da saúde.