Coordenador : Marcela Soares Silva
Ano: 2020
Publico Alvo : Estudantes de graduação e pós-graduação; Professores/as; Pesquisadores/as da área; Movimentos Sociais e Sociedade.
Local de atuação: SSN
Resumo
A atual pandemia situa-nos num cenário de recessão que carrega marcas de crises pretéritas. E renova discussões imprescindíveis sobre a sociabilidade burguesa e suas políticas macroeconômicas neoliberais que, em 40 anos, destruíram os distintos sistemas de proteção social no mundo. Portanto, a base para assegurar a dignidade do/no trabalho foi gradativamente esfacelada. E as políticas de emprego e renda mistificaram a precariedade em empreendedorismo. As contrarreformas trabalhistas de 2017 consolidaram mais perdas, por meio das negociações coletivas, como: a ampliação das jornadas de trabalho com redução do tempo de descanso e a alteração do enquadramento do grau de insalubridade. Como em outros estudos, afirmamos a proximidade da tipificação da escravidão contemporânea, conforme o artigo 149 do CPB, com as condições de trabalho pós contrarreformas. Ressaltamos, de acordo com a OIT, que as consequências das políticas de isolamento social, assim como a falta de sistemas de proteção social são fatores com forte papel na exacerbação do trabalho infantil e forçado.Nesse sentido, a análise sobre o capitalismo e seus efeitos destrutivos são vitais para a apreensão sobre as transformações nas condições de trabalho e sobre a escravidão contemporânea no Brasil. Assim como, sobre os determinantes ontológicos que engendram o capitalismo dependente, circunscritos nas particularidades da nossa mercantilização da força de trabalho. Dessa forma, o Grupo de Pesquisa Trabalho e Direitos Humanos/NUTSS/ESS/UFF com o apoio do Grupo Mundo do Trabalho e suas Metamorfoses/IFCH/Unicamp objetiva promover um ciclo de debates com pesquisadores/as de várias instituições para analisar as transformações no mundo do trabalho.