Coordenador : Erika Souza Leme
Ano: 2020
Publico Alvo : Assumindo que o conhecimento urge de uma tecitura que engloba diferentes sujeitos, resultando de formações entrecruzadas, acolhemos diversas realidades: estudantes em formação e professores em atuação na sala de aula. Assim, o projeto destina-se de maneira direta a formação inicial e/ou continuada de 80 participantes, que indiretamente reverberará para mais de 500 estudantes da Educação Básica devido sua amplitude de desdobramentos tanto no chão da escola quanto na sociedade de modo geral.
Local de atuação: SSE
Resumo
Fundamentados pela Teoria Crítica, nos voltamos à questão da Formação Docente na atualidade a partir de diferentes condicionantes sócio-culturais. Isso implica em desvelarmos os mecanismos que estruturam a relação do indivíduo consigo mesmo e com o contexto historicamente situado em relação às diferenças. Lembrando que a miséria da vida a que somos inseridos cotidianamente, produz uma relação de indiferença e impotência às condições vigentes, de tal modo que o indivíduo é descontextualizado e uniformizado, a fim de se identificar com os padrões sociais vigentes. Diante disso, urge reconhecermos as relações tecidas entre os mecanismos culturais e os dispositivos formativos, a fim de acioná-los diante de situações que requerem atitudes diferenciadas ao que esta posto na sociedade. 
Frente ao exposto, o projeto de extensão, EDUCAÇÃO INCLUSIVA: PRECONCEITO, FORMAÇÃO CULTURAL E EXPERIÊNCIA, tem como foco desenvolver a formação docente que visa discutir, experienciar, pesquisar e propor ações pedagógicas inclusivas que acentuem as práticas estéticas e suas contribuições para o processo de elaboração de saberes na perspectiva da Educação Inclusiva. Mediante uma relação intensa entre o conhecimento e a produção de sentidos e significados, que pode impulsionar a possibilidade de um fazer diferente, inclusivo, democrático e humano. Empreendendo, assim, uma luta diária contra a tentativa de neutralização social do ser e fazer docência, resistindo à engrenagem meticulosamente pensada para garantir a manutenção da alienação dos próprios professores (EVANGELISTA, 2012), que se configura a partir de processos formativos baseados em um modelo instrumental, incapaz de superar a racionalidade técnica (ADORNO & HORKHEIMER, 1985).