Coordenador : Paula Land Curi
Ano: 2020
Publico Alvo : O público alvo é a comunidade, tanto interna quanto externa a IFES. Isso porque o programa tem uma faceta voltada ao desenvolvimento de atividades no interior da Universidade, não sem a presença da sociedade, e outra voltada a uma construção coletiva, junto ao poder público, de participação social. Dada a abrangência do programa, temos como público alvo: 1. Alunos do curso de graduação em Psicologia/UFF, assim como das instituições parceiras integrantes do projeto, interessados participar visado formação universitária. 2. Cidadãs/Cidadãos interessados em discutir a temática da mulher, a partir de uma perspectiva de gênero. 3. Mulheres que tenham sido expostas à situação de violência e/ou violações de direitos que necessitam de algum tipo de cuidado. 4. Mulheres que são usuárias e/ou servidoras do sistema público de saúde, educação ou assistência social interessadas em discutir e refletir acerca das situação das mulheres brasileiras. 5. Cidadãs e cidadãos interessados em discutir temas relevantes à transformação social – feminismo, gênero, igualdade racial, luta de classes, direitos humanos, direitos sexuais e reprodutivos. 6. Cidadãs e cidadãos interessados pela temática dos direitos humanos. 7. Grupos e coletivos organizados que discutem e/ou trabalham com foco nos Direitos Humanos, nas suas violações e possibilidades de resistência e enfrentamento. 8. O poder público representado pelas instituições parceiras 9. Mulheres em situação de gestação, parto e puerpério, sem excluir as mulheres que tiveram perdas fetais e abortamento.
Local de atuação: GSI
Resumo
O Programa intitulado Mulherio: tecendo redes de resistência e cuidados surge da necessidade de formalização da articulação entre três projetos de extensão que estão em andamento: a) Por que também temos que falar de violência?; b) A luta pelo direito a se ter direitos e os enfrentamentos cotidianos das minorias; e, c) Promoção de cuidados humanizados às mulheres em situação de gestação, parto e puerpério. Cada um deles funciona como braço-eixo de trabalho. Articulados circunscrevem a nossa atuação com e junto das mulheres. Seus nomes dão evidência as problemáticas que são tratadas: as violências de gênero, a maternidade, a luta por direitos, enfrentamentos cotidianos. São temáticas que se articulam e visam à mulher como cidadã - autônoma e protagonista de sua história. O Programa reafirma a necessidade de fazer insurgir o termo mulherio, utilizado por um jornal feminista da década de 80 - Jornal Mulherio - para retratar não só as mulheres brasileiras, diversas e plurais, mas também o compromisso das mulheres com a luta por direitos e com a construção de uma sociedade democrática. Afinal, diante da atual situação de nosso país, mulheres, atacadas pelo machismo estrutural, veem-se sendo violadas em seus direitos e alijadas de redes de cuidados. A relevância deste Programa se dá pela aposta ético-política de engendrar força motriz para a mobilização social, a partir de ações que se dão no território, protagonizadas pelas mulheres, e tendo como parceria diversos atores sociais. Visa a tecitura de rede de resistência e cuidados.