Coordenador : Julia Peixoto de Albuquerque
Ano: 2020
Publico Alvo : O projeto é destinado a toda a população: comunidade universitária interna à UFF, comunidade externa como um todo, profissionais acadêmicos e pesquisadores, corpo técnico e a comunidade externa como um todo. Visamos informar e levar o conhecimento à toda a população quanto à problemática envolvendo o descarte de medicamentos, relacionada à promoção da saúde, bem-estar e meio ambiente, como um todo. Após a realização dos eventos e aplicação dos questionários online - uma das ferramentas do projeto para conscientizar a população - caracterizou-se melhor o público atingido pelas ações do DescartUFF no ano anterior. 26% do público atingido foi masculino, e 74% feminino. 48% do público atingido tinha entre 18 e 25 anos; 31%, de 36 a 50 anos; 17%, de 26 a 35 anos; 4% tinha mais de 50 anos. 46% do público atingido tinha ensino superior incompleto; 16%, ensino superior completo; 9%, pós-graduação incompleta; 19%, pós-graduação completa; 7%, ensino médio completo; 2%, ensino médio incompleto; 1%, ensino fundamental completo. Quanto à área profissional, 19% do público era da área de Ciências Biológicas; 15%, da área de Ciências Humanas; 9%, da área de Ciências Exatas; 57% do público respondeu que sua atividade profissional não se aplicava a nenhuma dessas áreas. Em relação ao descarte de medicamentos, 4% descarta em pias ou sanitários; 24%, em pontos de coleta; 72%, no lixo comum. Em 2020, o projeto buscará diversificar mais seu público-alvo, programando eventos mais voltados à comunidade externa à universidade.
Local de atuação: MIP
Resumo
Os impactos negativos ocasionados pela má gestão dos resíduos sólidos é cada vez maior. O aumento na geração de resíduos leva ao aumento dos custos para a coleta e tratamento do lixo, dificuldade para encontrar áreas disponíveis para sua destinação final, grande desperdício de matérias primas. As consequências do enorme volume de lixo gerado pelas sociedades modernas envolvem questões sanitárias e econômicas. O principal problema dos diferentes tipos de resíduos está relacionada à má gestão dos mesmos e à sua destinação final. A ausência de coleta adequada e de estações de tratamentos levam ao aumento da poluição, através da contaminação destes solos. Quando descartamos, junto ao nosso lixo doméstico ou via esgoto, restos de medicamentos, vencidos ou não, acabamos por aumentar os riscos da contaminação do ambiente – atmosférico, terrestre e aquático. Os medicamentos vencidos e descartados são considerados resíduos que apresentam riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Como consequências, temos intoxicação acidental de crianças e adultos; impactos na qualidade da água e solo; malefícios sobre a saúde pública; impactos negativos sobre a vida aquática – que acabam por levar a alterações no desenvolvimento de plantas, microrganismos e insetos. O Brasil ainda não possui uma regulamentação sobre o descarte, recolhimento, transporte e destino adequado de resíduos domiciliares. Assim, é vital levar à população o conhecimento sobre quais as possíveis consequências do descarte inadequado de fármacos. Este projeto busca informar a população sobre o descarte de medicamentos e sua matéria-prima, focando na legislação e impacto ambiental envolvido nessas atividades.