Coordenador : Ana Cabral Rodrigues
Ano: 2020
Publico Alvo : O projeto tem por público alvo direto usuários dos territórios culturais, trabalhadores do setor da cultura e interfaces (como educação, saúde mental e assistência), coletivos culturais e minorias que costumam estar apartadas geográfica e imaginariamente dos aparelhos culturais das cidades. A estimativa de público presente neste projeto toma por base contagens aproximadas das oficinas já realizadas no escopo do Laboratório Limiares Cidade e Subjetividade que o promove.
Local de atuação: VPS
Resumo
As Oficinas de Montagem configuram um dispositivo de ocupação urbana agenciado em torno de uma estratégia estética e performática de um pano que se abre em diferentes territórios culturais e junto a coletivos minoritários de Volta Redonda e Niterói, e que convida a uma troca de saberes. Produzindo composições e tensionamentos com diversos modos de usar, habitar, significar estes espaços. Enquanto dispositivo, as Oficinas fazem ver e falar histórias de cidade que, ainda que abafadas, insistem em se afirmar nos corpos, nas grafias, bordados, rasuras que vão fiando a superfície do acontecimento-ocupação. Assim, as oficinas são igualmente dispositivo de narratividade, oferecendo subsídios corporais-coletivos que incidem na construção daquilo que é indispensável para o direito à cidade: a liberdade de fazermos e refazermos a nós mesmos e a nossas cidades. Compreendemos que o debate em torno do direito à cidade – tomado como direito humano dos mais importantes – se faz tão urgente e incisivo quanto puder tramar cidade e subjetividade por estratégias de análise-intervenção que problematizem os processos de privatização da experiência e binarização das categorias de pensamento. De modo que este debate não corrobore na manutenção dos contornos hegemônicos que sustentam violências que visa combater. Mas que possa abrir passagens pelas quais corpos e territorialidades cotidianamente silenciados tenham a chance de ser ouvidos em sua dignidade. Silenciamentos perpetrados pela mercantilização da cidade enquanto objeto cultural, cujos efeitos consistem no controle das diferenças, distanciamento do passado submetendo o valor da história a seu consumo, e para a cenarização do espaço.