Coordenador : Beatriz Corsino Perez
Ano: 2020
Publico Alvo : O projeto tem como público alvo, principalmente, cerca de 30 crianças e jovens, de três a vinte anos, participantes das oficinas em Cafuringa. Entendemos que o projeto irá envolver também seus familiares e vizinhos, ampliando para o total de 80 o número de pessoas da comunidade atingidas. A proposta é de atuação em rede, o que justifica a articulação com outros departamentos da Universidade Federal Fluminense, do Instituto Federal Fluminense, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, principais instituições de ensino que desenvolvem projetos de pesquisa e extensão em outras comunidades rurais e quilombolas no norte fluminense. Além disso, estão previstas as articulações com as secretarias municipais de saúde, educação, assistência social; Fundação Municipal da Infância e Adolescência, Conselho Municipal de Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes; Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial; Comissão Pastoral da Terra e o Movimento Sem Terra; entre outros que iremos conhecer ao longo do projeto de extensão.
Local de atuação: CPS
Resumo
O projeto articula pesquisa, ensino e extensão, buscando fomentar ações e produzir conhecimento de forma interdisciplinar sobre a realidade da infância e da juventude do campo, com ênfase nos que vivem em territórios remanescentes de quilombos. Historicamente, as pesquisas científicas se concentraram nas grandes cidades, valorizando o modo de vida urbano em detrimento do rural. Assim, foram criadas representações preconceituosas sobre as tradições, culturas e saberes do campo e fizeram com que suas populações, em especial crianças e jovens, ficassem invisibilizados. Elegemos a comunidade quilombola de Cafuringa, na zona rural do município de Campos dos Goytacazes/RJ, para realização deste projeto que busca envolver crianças e jovens na participação da vida comunitária, na investigação e no registro da memória social da localidade. Através da realização de oficinas e do uso de metodologias participativas, procuramos produzir um diálogo de saberes intergeracionais e entre os moradores e a universidade. A partir dos resultados do projeto, da articulação com o poder público e outros atores sociais, esperamos que a localidade ganhe visibilidade e que políticas públicas possam ser efetivadas. Para os estudantes, é uma oportunidade de conviverem e aprenderem com outros grupos sociais, construindo um olhar mais respeitoso à diversidade cultural e étnico-racial, às complexidades da vida de crianças e jovens do campo e mais crítico em relação às desigualdades sociais.