Genocídios de gênero e violência política contra mulheres nas fronteiras da Amazônia Legal e do Cerrado uma análise dos registros de 2020 a 2025
Coordenador :
LAURA DOS SANTOS ROUGEMONT
Ano:
2026
Edital:
EDITAL PROEX/UFF Nº 9/2025 HABILITAÇÃO DE AÇÕES DE EXTENSÃO
Protocolo:
138.2.2026
Departamento/Setor:
GGE
Área Temática :
Direitos Humanos e Justiça
ODS:
MUDANCA CLIMATICA,IGUALDADE ETNICO RACIAL,IGUALDADE GENERO,FOME ZERO,ENERGIA LIMPA,INSTITUICOES EFICAZES,REDUCAO DESIGUALDADES
Tipo:
Projeto
Publico Alvo :
Público interno e externo à UFF - Previsão: null
Redes sociais:
midias_sociais
Objetivo
Dados os referenciais e direcionamentos que subsidiam este projeto reforçamos que o objetivo geral é identificar analisar e qualificar os registros de violência política direcionada a mulheres na Amazônia Legal e no Cerrado brasileiro entre os anos 2020 e 2025 Neste sentido seguem alguns objetivos específicos 1 Observar de que maneira os processos de construção da Amazônia e do Cerrado enquanto fronteiras da expansão capitalista servem como subsídio para analisar os índices de violência em ambas regiões 2 Comparar os dados do recorte temporal de 2020 a 2025 com dados levantados em pesquisas anteriores observando se houve aumento diminuição ou estabilização dos casos envolvendo violência contra mulheres 3 Investigar quem são estas mulheres suas histórias de vida e a quais segmentos sociais pertencem observando em que medida seus vínculos territoriais podem contribuir para a elucidação do caráter político da violência que as acomete 4 Compreender de que forma a construção de imaginários simbólicos em torno da noção de fronteira podem ser úteis para analisar a especificidade da violência contra mulheres na fronteira amazônica e do Cerrado brasileiro hoje
Resumo
Os regimes de desapropriação Levien 2014 na Amazônia Legal e no Cerrado brasileiro impõem um aumento dos índices de violência no campo nestas regiões que se consolidam como fronteiras de expansão do capital Em ambos recortes a violência tem sido usada como estratégia de inviabilização dos modos de vida tradicionais e das formas de resistência nos territórios As vítimas são em geral sujeitos que integram coletivos movimentos sociais povos indígenas assentados rurais povos quilombolas pescadoresas artesanais dentre outros Estes segmentos denunciam a exploração ilegal de madeira a mineração empresarial os garimpos ilegais a invasão de territórios e terras legalmente demarcadas os incêndios florestais a devastação de mata nativa a poluição de rios a implantação de hidrovias a instalação de hidrelétricas e linhas de transmissão de energia e outros conflitos provocados por megaprojetos de desenvolvimento e ofensivas do capital estatal e de grupos privados Tais grupos e indivíduos tornamse vítimas de uma violência explicitamente política visto que osas perseguidosas feridosas eou assassinadosas sofrem intimidações em decorrência do seu pertencimento territorial e comunitário que se traduzem em resistências a outros modelos mais predatórios de uso do território Apesar das diferenças quantitativas no número de vítimas mulheres este projeto de extensão pretende dar continuidade a um levantamento prévio de violências que acometem mulheres lideranças comunitárias em ambos recortes regionais especialmente assassinatos tentativas de assassinato e ameaças de morte Para isso serão analisados dados e registros de violência no campo no Brasil entre 2020 e 2025 a partir dos cadernos de conflitos no campo e do Atlas dos conflitos no campo Brasileiro da Comissão Pastoral da Terra CPT Também serão utilizados outros materiais e métodos que subsidiarão o projeto como recursos jornalísticos audiovisuais cartas relatos e clippings de notícia