Coordenador : LUCAS GUILHERME FERNANDES
Ano: 2026
Edital: Edital Proex 04 de 2024
Protocolo: 1866.1.2025
Departamento/Setor: CPS
Área Temática : Direitos Humanos e Justiça
ODS: REDUCAO DESIGUALDADES,IGUALDADE GENERO,EDUCACAO QUALIDADE,INSTITUICOES EFICAZES,IGUALDADE ETNICO RACIAL,SAUDE BEM ESTAR
Tipo: Eventos
Publico Alvo : Público interno e externo à UFF - Previsão: 500
Redes sociais: midias_sociais
Objetivo
Revisitar o legado de Frantz Fanon celebrando seu centenário em diálogo com as questões atuais da psicologia em seu entrelaçamento entre raça gênero sexualidade território cuidado e liberdade Com a finalidade de pensar uma clínica descolonizada em que a escuta e o gesto político caminhem juntos e em que o cuidado esteja sempre atrelado à emancipação
Resumo
Celebrar o centenário de Frantz Fanon 19251961 é reencontrar a força de um pensamento que atravessa fronteiras entre a clínica e a revolução e continua a nos interpelar na Psicologia na política e na ética Fanon psiquiatra e militante fez de sua prática um gesto de desobediência e de libertação tratavase para ele de pensar a sanidade não como adaptação mas como um exercício de liberdade Sua obra revela que a alienação não se restringe à psicopatologia ela é também uma condição histórica e política forjada pela violência colonial e reproduzida por suas heranças racistas patriarcais e capitalistas Ao propor a sociogênese dos fenômenos Fanon desloca a psicopatologia de um campo estritamente individual para o espaço das relações sociais e culturais A alienação nesse horizonte é política antes de ser clínica Sua prática comprometida com a desalienação recusa a naturalização da loucura e antecipa o debate sobre o manicômio propondo uma socioterapia libertadora enraizada na cultura e no território Talvez por isso tenha definido a loucura como uma patologia da liberdade o sofrimento psíquico tornase assim índice e sintoma de uma luta por emancipação A VIII Semana da Psicologia propõe assim revisitar o legado de Fanon Mais do que celebrar Fanon tratase de escutálo a fim de pensar uma clínica descolonizada em que a escuta e o gesto político caminhem juntos e em que o cuidado esteja sempre atrelado à emancipação Em diálogo com a obra de Frantz Fanon o evento busca discutir o entrelaçamento entre raça gênero sexualidade território cuidado e liberdade afirmando que não há saúde mental sem justiça social nem clínica possível sem o reconhecimento da diferença